24 de novembro de 2016

Pedro Martins pode igualar em Tondela sequência de há 17 anos


Nenhum outro clube da I Liga apresenta uma sucessão de vitórias tão extensa. Triunfo no Bessa, para a Taça de Portugal, confirmou a repetição da série de 2014/15, com o técnico Rui Vitória.

Ganhar tornou-se num saudável hábito para o Vitória. Depois de um arranque de época negativo, e logo num dérbi minhoto, a equipa dirigida por Pedro Martins depressa encontrou o caminho dos êxitos e soma nesta altura cinco vitórias consecutivas: duas para a Taça e três para o campeonato. A série triunfal conseguida em 2014/15, sob o comando de Rui Vitória, foi igualada frente ao Boavista, no B essa, bastando um triunfo em Tondela, na próxima jornada do campeonato, para que alcance a sequência de seis triunfos estabelecida em 1999/2000, com Quinito.

Sem paralelo esta época nos outros clubes portugueses do principal escalão, a atual onda vitoriosa deve-se, segundo João Aurélio, a uma simbiose perfeita entre a equipa e os adeptos. “A confiança é grande. Os adeptos estão metidos no mesmo barco e queremos levá-lo a bom porto. Estamos gratos, porque nos têm acompanhado tanto em casa como fora. É por isso que fazemos tudo para ganhar em todos os jogos: queremos que fiquem orgulhosos de nós”, testemunhou, manifestando-se encantado por ter regressado ao clube que o formou, depois de representar o Nacional durante oito épocas. “Vim de um clube que não tem uma massa associativa destas. Os adeptos do Vitória acompanham a equipa do primeiro ao último minuto a cada jogo que passa. Estão sempre connosco e por isso é bem provável que apareçam em grande número em Tondela”, estimou.

No Bessa terão estado cerca de cinco mil adeptos a torcer pela equipa e o lateral/médio jamais esquecerá aquele“grande espetá cu lo ”.“Foi fantástico, no final até cantámos com os nossos adeptos”, contou, abstendo-se de comentar os incidentes registados no túnel do Bessa. A ambição dos vitorianos não será, de resto, menor em Tondela. “Queremos ganhar, dando continuidade à nossa caminhada. Não será, porém, a classificação a ditar as dificuldades ou o resultado”, avaliou João Aurélio.

In O Jogo