26 de junho de 2016

Pedro Martins entre dois sistemas táticos


Ao longo de seis temporadas de serviço na I Liga, entre o Marítimo e o Rio Ave, Pedro Martins não tem fugido dos dois sistemas táticos mais utilizados atualmente no futebol português.

Adepto de equipas equilibradas e seguras do ponto de vista defensivo, Pedro Martins utiliza dois sistemas táticos que vai escolhendo em função das necessidades de cada jogo e tendo em conta o potencial dos adversários, das características dos elementos que tem à disposição e também de acordo com variantes como a forma dos jogadores ou até as condições do relvado. Imaginar o Vitória versão 2016/17 equivale, por isso, a projetar a equipa num 4x3x3 ou 4x2x3x1. São estes os esquemas que o treinador tem utilizado ao longo da carreira, com especial destaque para os desempenhos do Marítimo (quatro épocas) e do Rio Ave (duas temporadas).

Na época passada, por exemplo, a equipa vila-condense jogou mais vezes em 4x3x3, ao contrário da primeira temporada, na qual o 4x2x3x1 ganhou protagonismo. No Marítimo, o treinador também alternou entre os dois sistemas. A poucos dias do arranque da pré-época em Guimarães (1 de julho), Pedro Martins vai ter pela frente sete semanas de trabalhoparaperceberqualdos sistemas servirá melhor os interesses da equipa. Se o 4x3x3 propicia um estilo de jogo mais virado para o ataque, da mesma forma que exige um médio para a posição 6 com um futebol eficiente, sendo o primeiro a pensar o jogo, e ainda dois médioscomparticipaçãoofensiva, o 4x2x3x1 beneficia uma estratégia mais eficaz defensivamente, com maior controlo do jogo.

Rafael Miranda, por exemplo, já foi utilizado por Pedro Martins nas posições 6 e 8 em épocas diferentes no Marítimo, A polivalência de alguns reforços, como João Aurélio (pode jogar como defesadireito e também no meiocampo) e Rafael Miranda (pode ser 6 ou 8), dá mais soluções a Pedro Martins nos dois sistemas que gosta de utilizar.

In O Jogo